domingo, novembro 21, 2010

Se for bebê, não dirija.

Cresça primeiro.

Hoje foi minha primeira "aula" de direção.
Hoje eu fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz, porque eu estou aprendendo a dirigir. Estou aprendendo a ser um humano capaz de pegar um volante e saber o que fazer. É uma sensação incomparável sentir o vento vindo da janela do motorista, olhar no espelho, fazer curvas, frear e acelerar. Mas, ao mesmo tempo, estava triste porque ao final da minha aula de direção nada vai ter realmente mudado. Eu continuarei sem carteira de motorista, continuarei sem poder dirigir pela cidade, continuarei adolescente. Proibido de dirigir, beber, votar, ir preso, trabalhar, comprar um carro, uma casa, entrar em boate.
Minha tristeza durou pouco. Por mim tudo bem, eu posso esperar mais três anos. Sem problema. Nesse meio tempo, vai ser divertido burlar a lei pra fazer tudo aquilo.

Agora eu tenho que ir, vou dirigir num estacionamento.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Regenwürmer im auge


Maybe one day I will become one of them. Maybe one day I will dress girly, die my hair black and start walking between the mundane, to be just another look as the society breathes the common out of everyone. Maybe someday people'll look at me and think I am normal, even if inside I am exploding in anxiety to rip off those clothes and shave my hair, because that will not be me.




Talvez um dia eu me torne um deles. Talvez um dia eu me vista feminino, pinte o cabelo de preto e comece a caminhar entre o mundano, para ser apenas outro rosto enquanto a sociedade respira o comum pra fora de todos. Talvez um dia as pessoas olhem pra mim e me achem normal, mesmo que eu por dentro esteja explodindo na ansiedade de rasgar as roupas e raspar meu cabelo, porque aquele não serei eu.

segunda-feira, outubro 25, 2010

As minhas melhores coisas do mundo

Eu tenho visto muitos bebês esses dias. E outro dia eu vi um casal de velhos na rua.
Pra mim, não há coisa melhor no mundo, mais bonita e adorável que ver um casal de velhos ou um bebê.
Porque não existe coisa mais simples e pura que um bebê, daqueles que nem a língua maculada que lhe impõem aprendeu ainda. Que te olha com os olhos brilhantes de quem tem o mundo a sua volta, a vida inteira a sua frente. Que tem o rostinho esperançoso de quem não conhece a maldade, curioso como quem acabou de chegar.
Assim como não existe coisa mais bela que duas pessoas que, tendo vivido tanto, ainda estão juntas, aturando um ao outro com seus defeitos e falhas que só se multiplicam durante o tempo passado. Que olham pra você com os rostos cansados de quem já viveu de tudo, os olhos compreensivos de quem já foi você, já foi seus pais e seus irmãos e que, depois de ser tanta gente, em tanta época diferente, vendo tanta coisa ruim que tem nesse mundo, conseguiram se apaixonar e continuam, até hoje, se apaixonando um por outro todo dia.

Minha vida pode ser uma merda, o mundo pode estar caindo aos pedaços, mas eu ainda consigo sorrir de verdade, nas raras ocasiões em que eu vejo passar um casal de velhos ou um bebê. Essas são as minhas melhores coisas do mundo.
Afinal, 'não é difícil ser feliz depois que a gente cresce, só é mais complicado'.

sábado, outubro 16, 2010

Freedom, oh, freedom

A sensação de liberdade. De estar indo pra algum lugar, não estar parado. Eu preciso dessa sensação pra ficar vivo, pra saber que estou vivo. É quase como me machucar, só que de um jeito bom. É sentir o vento passando, a vida rolando pela minha frente.
Chega de ver a vida nos outros, agora eu quero viver a minha própria.
Eu quero a minha liberdade. Eu preciso da minha liberdade. Preciso saber que estou indo, não importa aonde eu vou, não importa se eu vou voltar.
As rédeas da sociedade me prendem. Essa sociedade que insiste em dizer pra eu fazer tudo que eu quero fazer. Acho que eu levo isso a sério demais. Acho que eu devia parar. Mas eu não quero parar, não agora. Não agora que eu cheguei aqui, que o mundo já me fez inteiro.
O mundo é hipócrita. O mesmo mundo que me disse "seja você mesmo" agora me julga por quem eu escolhi ser. As mesmas pessoas que me disseram "não espere chegar amanhã pra fazer o que você quer" são essas que hoje me falam pra esperar mais um pouco, que ainda não tá na hora. Na hora de quê? Quanto tempo eu vou esperar pra fazer o que eu gosto? Pra viver minha vida, pra curtir as coisas. O tempo não espera. E nem a liberdade. E a minha já tá batendo na porta há muito tempo. Eu tenho que correr, porque se eu for esperar ficar mais velho, daqui a pouco vão me dizer que eu sou velho demais.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Outsiders

Não sigo padrões, não tenho rótulos, não "faço média",
não repito comportamentos, não sigo a massa.

Afrontando o mundo de uma maneira divergente. Capacidade de observar fatos que os "insiders" não percebem. Capaz de compreender, sistematizar a superestrutura da sociedade e as relações pessoais e sociais; diante desse sistema insatisfatório, cria seu espaço particular e constrói vinculações lógicas incompreensíveis para os insiders. Às vezes esta capacidade não leva ao contentamento. Mesmo utilizando, pois, das artes para dar vazão ao que vê e sente, sabemos que estamos fora do mundo, não pertencemos a ele, nossa vida está irremediavelmente longe do cotidiano das pessoas normais, grande exército de INSIDERS. Solidão quase absoluta (mesmo cercado de amigos), frustração com a vida amorosa e dificuldade para relacionar-se com as regras e estruturas da sociedade (mesmo as mais simples).

Eu não vou me adaptar...


Só porque eu me identifiquei. Não é meu texto, não sei de quem é. Postei pra passar o tempo, porque meu tempo tá muito parado. Só isso.